Terça-feira, 19.04.11

Canal televisivo cultural e criativo, na grelha digital da Zon.

 

O Briefing noticiou hoje a chegada da "OS TV" à grelha digital da Zon. Trata-se do primeiro canal português dedicado à cultura e criatividade, que terá seis horas diárias de programação. Este é mais um projecto televisivo sediado a norte, que nasce após a empresa que dirige o projecto ter vencido, em 2010, o Prémio Nacional das Indústrias Criativas Unicer/Serralves. Na próxima segunda-feira, irá para o ar, juntamente com o website, facebook, versão ipad e versão iphone.

 

Num panorama de crise e consequente desinvestimento publicitário na comunicação social, principalmente na que se encontra mais centrada no sector cultural, esta é sempre uma aposta corajosa. Paralelamente, o facto deste canal ter uma equipa de apenas 10 profissionais e apostar nos segmentos A, B e C1, tornará certamente a "OS TV" num interessante case study.

 

Vamos aguardar com expectativa, desejando o maior sucesso ao projecto.

publicado por João Gomes de Almeida às 19:16 | link do post | comentar
Quarta-feira, 23.03.11

A publicidade nos órgãos de comunicação social web. Um novo paradigma urge.

 

Vendem-se menos jornais e há cada vez mais gente a consumir informação. A diferença é que o cliente dos jornais actualmente opta por os consumir na internet, muitas vezes fazendo uma selecção das notícias que lhe interessa através das timelines das suas redes sociais. Até aqui tudo bem, não fosse o facto do leitor ter sido habituado a ter acesso gratuito à informação, facto que não acontecia quando havia uma hegemonia das edições impressas.

Não existindo um verdadeiro mercado publicitário na web informativa portuguesa, entrámos num ciclo vicioso: os jornais vendem menos na edição impressa, como tal, são obrigados a ceder informação gratuita na web, a publicidade por si só não cobre este investimento e para mal dos pecados dos publishers, o investimento na webmobile tem que ser cada vez maior, de forma a conseguirem levar a informação aos smartphones e tablets dos seus leitores. Tudo isto, ainda por cima num cenário de crise, torna-se completamente insustentável.

E o que é que os jornais portugueses têm feito para contornar este cenário? Enchem os sites de publicidade mal conseguida, com imensa poluição visual e que provoca entraves à navegação (ver nova publicidade da Gillete no Público on-line), desinvestindo no jornalismo de qualidade, retirando bons profissionais das suas redacções e substituindo-os por estagiários baratos, com pouca experiência e manifestamente mal preparados. Estas más políticas têm afastado os leitores dos seus jornais.

O que podem os jornais fazer para contrariarem este cenário? Inevitavelmente terão que educar os seus leitores  para uma nova realidade, onde o conteúdo jornalístico de qualidade, bem escrito, sério e com recurso a fontes credíveis terá que ser pago pelo leitor, mesmo quando seja disponibilizado na web. Nesta nova realidade, as agências de meios e publicidade também terão que repensar a sua abordagem à publicidade nos websites de jornais, fazendo-o de uma forma mais clean e eficaz, dando primazia à gestão da marca, em detrimento da mera contabilidade de tráfego exportado do site do jornal para o site do seu cliente. Desta forma, os jornais, os leitores, as agências e os anunciantes sairão todos beneficiados. 

publicado por João Gomes de Almeida às 23:48 | link do post | comentar

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Bruno Araújo
Edgar Ferreira

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